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O massacre de Sharpeville e o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial

Atualizado: 15 de mai. de 2023


Após o início do regime do apartheid, foram criadas diversas leis, pela minoria branca da África do Sul, estabelecendo uma separação entre a população branca e negra. Dentre elas, a Lei de Passe (1945), exigia que pessoas negras portassem uma caderneta contendo informações como cor, etnia, profissão e lugares onde poderiam ir, frequentemente verificada por policiais sul-africanos, como forma de controle da população.


Em 21 de março de 1960, mais de 20 mil africanos protestaram contra essa Lei em Sharpeville, província de Gauteng, na África do Sul. Em manifestação pacífica e desarmada, a ideia era não portar a caderneta, para forçar a própria prisão e com isso chamar atenção das autoridades para a situação, em razão do alto número de prisioneiros no mesmo local. Todavia, um grupo de policiais decidiu abrir fogo contra os manifestantes, matando 69 e ferindo 186 pessoas.


Após o massacre, uma onda de protestos tomou o país, levando à intensificação do Apartheid, bem como, dos movimentos de luta. Os embates acabaram evoluindo para uma luta armada que levou à prisão de Nelson Mandela em 1964. Tal situação gerou grande repercussão na imprensa internacional.


Em 1966, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Resolução 2142 (XXI), estabelecendo o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. O objetivo deste dia internacional é a mobilização da sociedade civil para a luta contra a discriminação racial, bem como suscitar a consciência para a importância da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, adotada em 1965.


Todos os anos, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial tem um tema específico, e neste ano foi “a urgência do combate ao racismo e à discriminação racial, 75 anos após a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

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